As pessoas querem estar envolvidas, mas não comprometidas.
Li essa frase outro dia e ela me deu respostas para muitas indagações.
Na área profissional, pra quê se comprometer e correr o risco de não ser valorizado? Pra quê trabalhar dia e noite se o salário no final do mês será o mesmo? Pra quê vestir a camisa se amanhã ou depois posso ser mandado embora? Afinal, ninguém é insubstituível! Mas é bom estar envolvido - pra dizer que tenho um emprego (embora não queira bem o trabalho), porque hoje em dia "você é o que você faz", porque traz dignidade e, claro, porque tenho dinheiro todo mês pra pagar minhas contas. Conclusão: compromisso é para quem ama o que faz. Envolvimento é para quem apenas faz... Pela metade!
Comprometer-se na área pessoal é ainda mais complicado, porque compromisso acaba referindo-se, equivocadamente, à obrigação. E, convenhamos, quem gosta de fazer algo obrigado? Liberdade é a palavra de ordem dessa geração. Livre para ser de quem quiser, para ligar a hora que quiser, para sair e voltar quando quiser, para fazer o que quiser. Envolvimento é liberdade. Compromisso é prisão. Será?
Mais uma vez chego a conclusão de que compromisso é para quem ama. Não amor-sentimento, mas amor-comportamento (atitude). E comportamento é escolha. Você escolhe ser livre ou ser prisioneiro em função da sua visão sobre uma determinada situação. E a sua visão pode estar distorcida.
Estar envolvido é ótimo! Estar comprometido é "pesado" demais! Essa é sua visão. E eu respeito, porque ela carrega sua história de vida (ou suas escolhas passadas). Se está certa ou não, não me atrevo a dizer. Não sou dona da verdade.
O que me atrevo a dizer é: estar envolvido e comprometido, ao mesmo tempo, pode ser melhor ainda, quando as duas visões estão focando na mesma direção, no mesmo alvo. Não importa o retorno que terei, mas o fim que queremos (porque estamos na mesma visão) atingir.
Isso vale tanto para o pessoal, como para o profissional.
Qual é a sua visão?

O comprometimento sentimental está associado a responsabilidade, não apenas no campo emocional, mas também quando falamos de liberdade. Liberdade é respeitar o outro na medida que se é respeitado. Ser livre para saber que a sua escolha não irá interferir na vida do outro, ou outros.
ResponderExcluirBoa colocação: "Ser livre para saber que a sua escolha não irá interferir na vida do outro, ou outros".. É nisso que sempre penso quando tenho que fazer uma escolha. Obrigada pela colocação e, se puder, da próxima vez, identifique-se. Abraços e nos visite sempre.
ResponderExcluirMe vejo hoje em uma situação interessante. Me apaixonei por um homem comprometido. E agora? Invisto, corro, ou deixo rolar? E a outra pessoa que nada sabe, e nada vê, onde fica nesta lambança toda? Oh, dúvida cruel!
ResponderExcluirEi, Ana. Já passei por isso e não tem muito tempo.... rsrsrs
ResponderExcluirMas uma coisa aprendi - Homem comprometido com outra dificilmente larga o certo pelo duvidoso. Então, se você é solteira, e escolha é sua. Pode continuar sendo a segunda opção do cara, e olha que ele pode realmente gostar de você mais do que ele gosta da mulher. Neste caso, ele que precisa se resolver e ver de qual lado ele fica. Mas é você quem controla a situação... Se esta posição lhe é confortável, vai em frente. Se não é, dê um basta. Só cuidado para não criar expectativa em quem nunca vai poder corresponder a altura. Pés no chão.
Bjs